Foto: Gabriela Brito |
A fim de debater os problemas da cadeia produtiva do arroz, mais de 120 pessoas entre produtores, líderes do setor, dirigentes de cooperativas, sindicatos, prefeituras e câmaras municipais participaram, na segunda-feira (19), da audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Arroz, realizada no Sindicato Rural de Camaquã. Esta foi a primeira reunião programada pela Comissão com o objetivo de interiorizar as oitivas. No encontro ficou evidente que o próprio produtor tem que defender os seus próprios interesses, através
da CPI que busca dados, esclarecimentos e denúncias sobre as irregularidades existentes no meio.
Os produtores reclamaram ainda da desigualdade na atitude do governo que mexe nos preços pagos aos produtores, mas não interfere da mesma forma na gôndola do supermercado. Conforme dados apresentados pelo presidente da Associação dos Arrozeiros de Camaquã, José Carlos Gross, a variação de preços é de 42% para os produtores e apenas 22% nos supermercados em Porto Alegre. A análise foi feita a partir de dados do Dieese de outubro de 2010 a março de 2012. ara finalizar foram unânimes em afirmar que o produtor precisa mesmo é de renda. No local, foi instalada uma urna na qual os presentes puderam colocar suas denúncias e reclamações, que posteriormente serão aproveitadas na relatoria.
Foto: Gabriela Brito |
O deputado Marlon Santos iniciou sua exposição como relator da CPI do Arroz afirmando que, na verdade, não existe uma política de Estado para o setor orizícola gaúcho. “O governo deveria abrir leilão em no mínimo 15 dias, logo após a abertura oficial da colheita, isto regularia o preço do produto, um dos grandes problemas da cadeia produtiva”, disse. Para o prefeito, Ernesto Molon, uma saída para o setor está na diversificação da produção e diminuição da área plantada.
A CPI, que deve ser concluída até abril, tem poderes de autoridade judicial, podendo convocar depoimentos e, ao final, encaminhar relatório ao Ministério Público para providências.
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